quarta-feira, 14 de junho de 2017

Leila Diniz (1945 - 1972)




Texto publicado originalmente no site  Acervo O Globo, em 26/07/13.

Acervo jornal “O Globo” - Fato Histórico – Cultura.

Atriz Leila Diniz, musa da liberação feminina no país, morre na Índia em 72 .

Avião em que viajava explodiu quando voltava de festival de cinema na Austrália. Ela desafiou a moral brasileira dos anos 60 e se tornou um símbolo da 'nova mulher'.

Um acidente de avião na Índia matou, em 14 de junho de 1972, a atriz e musa carioca Leila Diniz, estrela de filmes como "Todas as mulheres do mundo" (1966), dirigido por Domingos de Oliveira, seu marido na época. Leila voltava de uma viagem à Austrália, onde fora premiada em um festival de cinema, quando o avião da Japan Airlines explodiu, próximo a Nova Déli, na Índia.

Na edição do dia 16 de junho de 1972, O GLOBO publicou a notícia da morte da atriz em sua primeira página. "Ipanema chorou: Leila estava mesmo no avião", era o título da chamada principal, acima da manchete do jornal. O texto informava que, na véspera, um domingo, os amigos de Leila ainda rezaram de manhã para que a notícia fosse desmentida, mas ao meio-dia foi confirmada.

Três anos antes, Leila havia sido alçada à porta-voz da liberação feminina no país. Desafiando a moral brasileira da década de 60, ela se tornou símbolo da "nova mulher" e uma referência nas mudanças da sociedade nos anos 70.

Numa entrevista célebre ao jornal "O Pasquim", publicada na edição de 15 de novembro de 1969, a atriz escancarou suas posições sobre amor e sexo, escandalizando a sociedade. Perseguida politicamente pela ditadura, ficou desempregada e precisou se esconder no sítio do apresentador Flávio Cavalcanti, que a convidou para ser jurada em seu programa na TV Tupi.

Leila foi a primeira brasileira a exibir, nas areias de Ipanema, uma barriga em adiantada gravidez, usando um biquíni de reduzido tamanho. Isso era algo inédito numa época em que as grávidas, quando iam à praia, usavam uma "cortininha" sobre a barriga.

Nascida em Niterói em 25 de março de 1945, Leila fez 14 filmes, 12 telenovelas e várias peças teatrais, deixando órfã Janaína, sua filha com o cineasta Rui Guerra, de apenas sete meses. A menina foi criada pela atriz Marieta Severo e pelo compositor e cantor Chico Buarque.

Reproduzido do site: acervo.oglobo.globo.com

sexta-feira, 2 de junho de 2017

As ilusões perigosas, por Fernando Gabeira

Foto reproduzida do site: goias24horas.com.br
Postada por Mídia Depressa, para ilustrar o presente artigo.


Publicado originalmente no site do jornal O Estado de S.Paulo, em 02/Junho/2017.

As ilusões perigosas

Boa parte dos políticos está muito próxima de um diagnóstico de internação compulsória
        
Por Fernando Gabeira


Foz do Iguaçu, Cascavel, Maringá, Londrina. Tenho discutido a crise brasileira em algumas cidades, a propósito do lançamento de um livro. Nessas conversas, a primeira parte é sempre mais fácil. Trata de uma análise dos fatos e erros que nos jogaram nesta crise e secaram as esperanças inspiradas pelo movimento das Diretas-Já. A segunda parte, que trata de uma saída para a crise, é bem mais nebulosa. Repito a imagem de uma navegação na neblina, com todos os perigos que ela implica, inclusive o risco de o barco encalhar.

A Constituição é uma bússola, mas segui-la apenas não supera todos os obstáculos do caminho. Não há nada na Constituição, por exemplo, que impeça a escolha de um idiota para o cargo de presidente. Da mesma maneira, a Constituição não nos protege das tentativas do governo de controlar e bloquear as investigações da Polícia Federal (PF). Falta nela um dispositivo que garanta a autonomia da PF, para protegê-la desses ataques.

Dilma trocou o ministro da Justiça duas vezes. Temer, na mesma situação, utiliza a velha tática. Eles nos colocam numa situação delicada. De modo geral, em situações difíceis somos obrigados a contar com a ajuda de desconhecidos.

As escolhas de Dilma e Temer nos obrigam a espancar desconhecidos. Eles escolhem pessoas que mal conhecemos, com a tarefa de enfrentar e neutralizar a Lava Jato.

De acordo com os grampos, Aécio Neves, por exemplo, conspirando com Temer, queria que o ministro da Justiça escolhesse os delegados para os inquéritos envolvendo políticos. Era uma forma de neutralizar as investigações.

Os delegados da PF já perceberam o que está em jogo. Temer, na mesma operação, designou Osmar Serraglio para o Ministério da Transparência. Houve resistência dos próprios funcionários. Como sair chamuscado da Carne Fraca e assumir um cargo vital no combate à corrupção? Serraglio saltou fora.

Os derradeiros movimentos de presidentes em queda costumam ser patéticos. O medo está implícito em suas decisões: é mais importante sobreviver no cargo do que considerar a gravidade e a urgência dos problemas nacionais.

A Constituição prevê a escolha indireta de um novo presidente até 2018. Mas quem teria força para vencer no Congresso? A tendência é escolher o candidato que mais atenda aos anseios dos políticos, e não da sociedade. O programa desse período-tampão não importa tanto, mas, sim, o que fazer para evitar que a polícia os alcance e, mais ainda, que ela não possa deter os futuros processos de corrupção.

A solução desse impasse, para quem gosta de saídas simples, são as eleições diretas. Outro dia ouvi alguém defender diretas para o período até 2018 e diretas de novo em 2018. Num país com 14 milhões de desempregados, duas eleições nacionais quase seguidas são um remédio com grande chance de matar o paciente.

É difícil o Congresso eleger alguém que se comprometa a apoiar a Lava Jato. Assim como nas manobras presidenciais a tendência é procurar um nome que enfrente a polícia e a Justiça. É compreensível que atuem assim. Os presos querem fugir da cadeia, os investigados querem escapar das suspeitas. Mas é uma reação de desespero.

Os danos políticos sobre o sistema político-partidário são indeléveis. O destino legal de cada investigado leva mais tempo para se definir.

As eleições de 2018 podem se tornar uma hecatombe para todos. Há um caso da eleição de 1973 na Dinamarca, que derrotou os principais partidos e abriu caminho para novas forças. Ficou célebre.

Quando escrevo isto, imediatamente me vem à cabeça: o Brasil não é a Dinamarca. Mas os fatos que o País acompanha desde o governo petista são estarrecedores. Não creio que exista nada parecido no mundo.

Nas ruas ouço muito a expressão “não temos para onde correr”. Mas, quem sabe, essa situação se altera, gente da própria sociedade dá um passo adiante e enfrenta a tarefa? No momento, todos têm medo de se confundir com os políticos. Se conseguirem se distanciar deles, talvez o fardo seja menor.

Uma coisa é certa: presidentes e políticos jogam sempre com a possibilidade de deter investigações, trocar delegados, intimidar procuradores.

Não estão conseguindo. Sua escolha é um equívoco. Não percebem que a luta contra a Justiça piora sua situação política. Supõem que, abafando agora, todos se esquecerão num futuro próximo e o tradicional processo de acusações recíprocas nas eleições acabará funcionando como um escudo.

Por isso a sucessão de Temer será um momento decisivo. O Congresso pode querer utilizá-la para entrar em guerra com a Lava Jato e a maioria da sociedade que apoia as investigações. Nesse caso, a instabilidade apenas prosseguirá e não é totalmente descartável que mais um presidente caia antes de 2018.

Lembro-me dos asilados bolivianos na Europa. Eles voltavam para viver um novo governo na Bolívia, mas não jogavam fora o cartão mensal do metrô europeu. Era sempre possível voltar antes do fim do mês.

O cinismo de grande parte dos políticos, sua insistência em impedir que o Brasil faça justiça a quem o lesou são fatores muito delicados. Eles estão muito próximos de um diagnóstico de internação compulsória. Não só representam um perigo para a sociedade, como sua miopia implica também um perigo para a própria vida, em caso de revolta popular.

Lembro-me de um western em que um mexicano pendurava um americano numa corda, apontava a arma para ele e dizia: “Gringo, vou ter de matá-lo para mostrar que gosto de você”. Aqui, vamos precisar interná-los para proteger sua vida.

Eles não andam na rua, não sentem o pulso das mudanças que acontecem no espírito dos brasileiros. Acham que, desmantelando a PF, contratando bons marqueteiros para contar sua história, tudo recomeçará como antes. São ilusões perigosas, devastadoras.

Texto reproduzido do site: opiniao.estadao.com.br

domingo, 21 de maio de 2017

“O país sempre vai sobreviver”, diz Cármen Lúcia sobre crise política


Publicado originalmente no site F5 News, em 20/05/2017.

“O país sempre vai sobreviver”, diz Cármen Lúcia sobre crise política

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, afirmou nesta sexta-feira que o “país sempre vai sobreviver, porque o país é o povo”, ao comentar o atual momento político. A declaração foi feita pela ministra após uma visita informal ao comitê de imprensa do tribunal.

“O país sempre vai sobreviver, porque o país é o povo. E o povo, o ser humano, tem o instinto de vida muito mais forte que o de instinto de morte. As gerações, eu acredito muito que vão vir coisas e pessoas boas, depois que a gente já tiver ido embora, e que vão lembrar isso como uma passagem”, disse a presidente do Supremo.

Na avaliação de Cármen Lúcia, as instituições brasileiras estão funcionando. “Preocupados com o Brasil, nós estamos o tempo todo. O papel do Poder Judiciário, no que a democracia ajudar, nós estamos fazendo, temos que continuar. As instituições estão funcionando, o Brasil está dando uma demonstração, acho que de maturidade democrática. Os percalços fazem parte das intempéries.

Fonte: Agência Brasil.

Texto e imagem reproduzidos do site: f5news.com.br

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Morre aos 79 anos o jornalista Carlos Chagas

O jornalista Carlos Chagas (Divulgação).

Publicado originalmente no site da revista Veja, em 26 de abril de 2017.

Morre aos 79 anos o jornalista Carlos Chagas.

Profissional construiu uma longa carreira no jornalismo político.

Por Da redação.

O jornalista Carlos Chagas morreu nesta quarta-feira, em Brasília, aos 79 anos. A filha do jornalista, Helena Chagas, ex-ministra chefe da Secretaria de Comunicação durante o governo Dilma Rousseff, comunicou o falecimento em um post no Facebook. “Era a melhor pessoa que conheci nesse mundo”, escreveu.

Carlos Chagas passou mal de manhã e foi levado ao hospital, onde foi diagnosticado um aneurisma na aorta. Foi internado na UTI, mas não resistiu.

Em sua longa carreira no jornalismo, Carlos Chagas, que também era advogado e professor, se destacou como comentarista político. Mineiro de Três Pontes, começou como repórter no jornal O Globo, em 1959, e depois passou pelo Estado de S. Paulo, chegando a diretor da sucursal de Brasília.

Na televisão, trabalhou na Manchete, Rede TV, SBT e, por último, CNT, de onde saiu no ano passado. “Ele dizia que ia fazer 80 anos, decidiu parar. Mas continuou sempre muito ativo”, contou Helena.

Temer.

Em nota oficial, o presidente Michel Temer lamentou a morte do jornalista. “O Brasil perde Carlos Chagas, uma das maiores referências de seu jornalismo”, diz o comunicado. “Deixa como principal legado o compromisso com a verdade e a sua responsabilidade no trato da notícia.”

(Com Estadão Conteúdo).

Texto e imagem reproduzidos do site: veja.abril.com.br

domingo, 23 de abril de 2017

Jerry Adriani morre aos 70 anos no Rio

Ídolo da Jovem Guarda, o cantor estava internado no Rio,
 em tratamento contra o câncer...
Texto e informação reproduzidos do site: g1.globo.com

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Jovem desaparece no Acre e deixa 14 livros criptografados

Livros escritos à mão: decifrar os símbolos deixados pelo filho 
desaparecido é objeto de preocupação dos pais agora (Dreamstime/Divulgação).

Jovem desaparece no Acre e deixa 14 livros criptografados.

O jovem transformou seu quarto em uma espécie de museu, com mensagens e símbolos escritos nas paredes e uma estátua de filósofo italiano

Por Estadão Conteúdo (4 abr 2017).


Rio Branco — O jovem estudante de psicologia Bruno Borges está desaparecido desde segunda-feira, dia 27 de março. Além da família apreensiva, deixou para trás 14 livros que estão criptografados, em uma linguagem que ele mesmo criou.

“Mas, ele deixou a chave”, diz a mãe, Denise Borges, empresária mineira, radicada no Acre. O estudo das quatro criptografias está acomodado em uma pasta. Decifrar os símbolos é objeto de preocupação dos pais agora.

Segundo a família, Bruno transformou seu quarto em uma espécie de museu. Nele há uma réplica da imagem de Giordano Bruno, filósofo italiano, vítima da inquisição.

“Hoje, eu sei que dentro desses livros deve haver uma riqueza imensa. Todos queremos saber o conteúdo. É complicado, mas é possível”.

Os pais já convidaram filósofos e historiadores para olhar o material. Mas, ainda não sentiram confiança suficiente para que a obra fosse avaliada.

“Há outra criptografia em que ele não deixou (a chave)”, lamenta Athos Borges, pai de Bruno. “Eu sei que na hora certa vai aparecer a pessoa que nos ajude a tocar isso pra frente. Isso não pode ser feito por uma pessoa qualquer”.

Poucos dias após o desaparecimento de Bruno, o pai, Athos Borges, gravou um vídeo em uma rede social onde faz reavalia a relação com o filho.

Antes, os pais achavam que o filho tinha necessidade de algum tipo de tratamento psiquiátrico. “Hoje, não vejo assim. Até o psicólogo dele disse o seguinte: ‘seu filho é uma pessoa normal com uma grande ideia'”.

Segundo a Rede Amazônica, afiliada da TV Globo, toda a mudança no quarto aconteceu durante uma viagem de férias dos pais que durou 24 dias.

De acordo com a irmã do rapaz, em entrevista à TV Globo, o jovem mantinha a porta trancada e não contava o que estava fazendo.

O primo de Bruno, o oftalmologista Eduardo Veloso afirmou ainda à reportagem da Rede Amazônica que deu a Bruno R$ 20 mil. Ele teria pedido o dinheiro alegando que tinha algo muito importante para investir e que mudaria a vida das pessoas.

Introspectivo e um leitor voraz, o jovem passou a não comer carne e ultimamente era vegano, diz a família. Os pais entendem que a mudança foi uma espécie de preparação para a obra deixada.

“As pessoas me criticam porque estou valorizando muito a obra e não mais o desaparecimento dele. Eu gostaria de encontrar com ele agora e dar um abraço nele. Mas, eu não vou forçar uma barra. Não é um sequestro. Ele saiu por conta própria. Ele sabe o que ele fez. A gente tem umas coisas que ele fez quando sumiu que comprovam que foi muito premeditado. Ele não quer ser encontrado agora e, se eu não estiver ficando louco, eu estou respeitando esse tempo dele”.

O desaparecimento do rapaz já foi informado a todas as forças de Segurança Pública, incluindo Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.

Texto reproduzido do site: exame.abril.com.br

sábado, 18 de março de 2017

Brasil: Operação da Polícia Federal - Carne Fraca.

Quando você pensa que já viu tudo... Onde mexe, aparece.
Imagem reproduzida do site: tribunadonorte.com.br

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Carnaval 2017

Desfiles das Escolas de Samba.
Sambódromo da Marquês de Sapucaí
Rio de Janeiro/RJ - Brasil.
Foto: Daniel Ramalho/VEJA.com
Clique na foto para ampliar.

Troca de envelopes provoca gafe histórica na entrega do Oscar


Oscar 2017.

Publicado originalmente no site G1.Globo, em 27/02/2017.

Troca de envelopes provoca gafe histórica na entrega do Oscar.
‘La La Land’ é anunciado como melhor filme, mas vencedor era 'Moonlight'.

Envelope que Warren Beatty recebeu tinha o nome da melhor atriz.

A cerimônia mais importante do cinema mundial ficou marcada por uma trapalhada histórica. Foram quase dois minutos e meio de dúvida: afinal, quem tinha levado o Oscar de melhor filme? Quando o ator Warren Beatty abriu o envelope, percebeu que alguma coisa estava estranha. Passou o papel para a atriz Faye Dunaway, que anunciou: “La La Land - Cantando estações”.

Houve comemoração na plateia e três pessoas chegaram a discursar. Foi quando uma movimentação no palco levantou a suspeita. Um produtor interrompeu a fala para dizer: “Na verdade, nós perdemos”.

Outro, confirmou: “Houve um erro. 'Moonlight', vocês ganharam melhor filme. Isso não é uma piada”.

Para provar, arrancou o papel das mãos de Warren Beatty e mostrou. A equipe de “Moonlight - Sob a luz do luar” comemorou timidamente.

Beatty contou que, no envelope que recebeu, estava escrito: “Emma Stone - La La Land”.

Era o envelope da vencedora do prêmio de melhor atriz, que já tinha sido anunciado.

Incrédulo, o diretor de “Moonlight”, Barry Jenkins, disse que nem em sonhos imaginava que isso viraria realidade.

“Mas danem-se os sonhos porque isso é verdade. Meu amor para a ‘La la land’, meu amor a todos”, disse Jenkins.

A empresa responsável pela premiação pediu desculpas e disse que Warren Beatty recebeu o envelope errado.

Entre vencedores, perdedores e plateia, surpresa, risos e choro.

O produtor de “La la land”, Jordan Horowitz, reagiu com elegância ao Oscar perdido:

"Foi uma honra entregar o prêmio aos meus amigos de ‘Moonlight’.

 Fiquei muito feliz por eles".

Passado o susto, Barry Jenkins minimizou a gafe:

"Somos humanos, não somos perfeitos. Foi um jeito imperfeito de atingir o resultado perfeito".

O desfecho digno de um filme de Hollywood não foi única gafe da festa.

No vídeo de homenagem póstuma aos artistas, o nome da figurinista australiana Janet Patterson, que morreu em 2016, veio acompanhado da foto da produtora Jan Chapman, que está viva.

 Chapman lamentou o erro.

Texto e imagem reproduzidos do site: g1.globo.com/jornal-nacional

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Oscar 2017 - Confira os premiados


Oscar 2017.

'Moonlight' é o melhor filme; 'La La Land' leva seis estatuetas.

Em gafe histórica, apresentador se engana ao anunciar o troféu principal.

Confira a lista completa de prêmios:

Filme: Moonlight: Sob a Luz do Luar

Diretor: Damien Chazelle (por La La Land – Cantando Estações)

Ator: Casey Affleck (por Manchester à Beira-mar)

Atriz: Emma Stone (por La La Land – Cantando Estações)

Ator Coadjuvante: Mahershala Ali (por Moonlight: Sob a Luz do Luar)

Atriz Coadjuvante: Viola Davis (por Um Limite Entre Nós)

Filme Estrangeiro: O Apartamento

Animação: Zootopia

Documentário: O.J.: Made in America

Roteiro Original: Manchester à Beira-mar

Roteiro Adaptado: Moonlight: Sob a Luz do Luar

Trilha Sonora Original: La La Land – Cantando Estações

Canção Original: City of Stars (de La La Land – Cantando Estações)

Edição de Som: A Chegada

Mixagem de Som: Até o Último Homem

Direção de Arte: La La Land – Cantando Estações

Efeitos Visuais: Mogli: O Menino Lobo

Montagem: Até o Último Homem

Fotografia: La La Land – Cantando Estações

Curta-metragem de Animação: Piper: Descobrindo o Mundo

Documentário em curta-metragem: Os Capacetes Brancos

Curta-metragem live-action: Sing

Maquiagem e Penteado: Esquadrão Suicida

Figurino: Animais Fantásticos e Onde Habitam

Texto e imagem reproduzidos do site: veja.abril.com.br

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Carnaval 2017

Foto pixabay, reproduzida do Portal Infonet.
Postada por MD, para simples ilustração.

Publicado originalmente no site Infonet/Blog Ivan Valença, em 22/02/2017.

Dicas para brincar com tranquilidade.
Por Ivan Valença.

(...) Algumas dicas para quem vai brincar o carnaval.

1) Se possível não leve o celular. 2) Se levar o celular e for fazer uma selfie durante o desfile de blocos, onde se encontram alguns amigos, muito cuidado. Certifique-se se não há alguém observando sua ação e seja rápido. 3) Se optar pelo uso do transporte coletivo para ir e voltar, não exiba jóias, celulares, câmeras digitais ou dinheiro. Seja discreto. 4) Não saia com grandes quantias de dinheiro ou cartões de crédito se não houver necessidade. 5) Não abra a carteira ou a bolsa na frente de estranhos. 6) Não deixe sua carteira no bolso de trás, pois a mesma pode ser alvo de ladrões, durante a aglomeração de pessoas. 7) Ao retornar, evite transitar em ruas ou praças mal iluminada s. 8) Se sentir que está sendo seguido, entre em algum estabelecimento comercial ou atravesse a rua. 9) Ao sair sozinho, procure sempre ficar no centro da calçada e na direção contrária ao trânsito. Fica mais fácil perceber a aproximação de um suspeito. 10) No caso de furto ou qualquer ocorrência policial, não perca tempo, comunique imediatamente à Delegacia de Polícia mais próxima da área.

Texto reproduzido do site: infonet.com.br/blogs/ivanvalenca

Oscar - A indicação e a premiação


Conquistar um grande número de indicações no Oscar não significa, necessariamente, uma vitória de arrasar quarteirões na principal premiação do cinema. Assim mostra a história da cerimônia.

Até hoje, apenas um filme entre os superindicados conseguiu levar para casa todas as estatuetas: O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, que conquistou 11 prêmios em 2004...

Clique no link abaixo, para continuar lendo...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Oscar 2017 - domingo, dia 26 de fevereiro


Oscar 2017 - domingo, dia 26 de fevereiro.

* Na TV - à partir das 21 horas, no canal TNT.


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Oscar 2017:

La La Land é o líder de indicações.
Por Francisco Russo.

Confira abaixo a relação completa dos indicados!

MELHOR FILME
La La Land - Cantando Estações
Manchester à Beira-mar
Moonlight - Sob a Luz do Luar
A Qualquer Custo
A Chegada
Até o Último Homem
Fences
Estrelas Além do Tempo
Lion - Uma Jornada para Casa.

MELHOR DIRETOR
Barry Jenkins (Moonlight - Sob a Luz do Luar)
Damien Chazelle (La La Land - Cantando Estações)
Mel Gibson (Até o Último Homem)
Kenneth Lonergan (Manchester à Beira-mar)
Dennis Villeneuve (A Chegada).

MELHOR ATOR
Casey Affleck (Manchester à Beira-mar)
Denzel Washington (Fences)
Andrew Garfield (Até o Último Homem)
Ryan Gosling (La La Land - Cantando Estações)
Viggo Mortensen (Capitão Fantástico)

MELHOR ATRIZ
Natalie Portman (Jackie)
Isabelle Huppert (Elle)
Emma Stone (La La Land - Cantando Estações)
Meryl Streep (Florence: Quem é Essa Mulher?)
Ruth Negga (Loving)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Lucas Hedges (Manchester à Beira-mar)
Mahershala Ali (Moonlight - Sob a Luz do Luar)
Jeff Bridges (A Qualquer Custo)
Dev Patel (Lion - Uma Jornada para Casa)
Michael Shannon (Animais Noturnos)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Viola Davis (Fences)
Nicole Kidman (Lion - Uma Jornada para Casa)
Michelle Williams (Manchester à Beira-mar)
Octavia Spencer (Estrelas Além do Tempo)
Naomie Harris (Moonlight - Sob a Luz do Luar)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
La La Land - Cantando Estações
A Qualquer Custo
O Lagosta
20th Century Women
Manchester à Beira-mar.

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
A Chegada
Estrelas Além do Tempo
Lion - Uma Jornada para Casa
Um Limite Entre Nós
Moonlight - Sob a Luz do Luar.

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
Moana - Um Mar de Aventuras
A Tartaruga Vermelha
Kubo e as Cordas Mágicas
Zootopia - Essa Cidade é o Bicho
Minha Vida de Abobrinha.

MELHOR FILME ESTRANGEIRO.
O Apartamento (Irã)
Toni Erdmann (Alemanha)
Tanna (Holanda)
En Man Som Heter Ove (Suécia)
Under Sandet (Dinamarca).

MELHOR DOCUMENTÁRIO
I Am Not Your Negro
O.J.: Made in America
Vida, Animada
A 13ª Emenda
Fogo no Mar.

MELHOR FOTOGRAFIA
A Chegada
La La Land - Cantando Estações
Lion - Uma Jornada para Casa
Silêncio
Moonlight - Sob a Luz do Luar.

MELHOR TRILHA SONORA
Jackie
La La Land - Cantando Estações
Lion - Uma Jornada para Casa
Passageiros
Moonlight - Sob a Luz do Luar.

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
"City of Stars" (La La Land - Cantando Estações)
"Can't Stop the Feeling" (Trolls)
"Audition (The Fools Who Dreams)" (La La Land - Cantando Estações)
"The Empty Chair" (Jim: The James Foley Story)
"How Far I'll Go" (Moana - Um Mar de Aventuras).

MELHOR FIGURINO
Jackie
Aliados
Animais Fantásticos e Onde Habitam
Florence: Quem é Essa Mulher?
La La Land - Cantando Estações.

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Ave, César!
A Chegada
La La Land - Cantando Estações
Passageiros
Animais Fantásticos e Onde Habitam.

MELHOR MAQUIAGEM
Esquadrão Suicida
Star Trek: Sem Fronteiras
En Man Som Heter Ove.

MELHOR EFEITOS ESPECIAIS
Doutor Estranho
Mogli - O Menino Lobo
Kubo e as Cordas Mágicas
Rogue One - Uma História Star Wars
Horizonte Profundo - Desastre no Golfo.

MELHOR EDIÇÃO
La La Land - Cantando Estações
Até o Último Homem
A Qualquer Custo
A Chegada
Moonlight - Sob a Luz do Luar.

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
A Chegada
Horizonte Profundo - Desastre no Golfo
Até o Último Homem
La La Land - Cantando Estações
Sully - O Herói do Rio Hudson.

MELHOR MIXAGEM DE SOM
A Chegada
La La Land - Cantando Estações
Até o Último Homem
13 Horas - Os Soldados Secretos de Benghazi
Rogue One - Uma História Star Wars.

MELHOR CURTA-METRAGEM
Ennemis Intérieurs
La Femme et le TGV
Silent Nights
Sing
Timecode.

MELHOR CURTA-METRAGEM - DOCUMENTÁRIO
Extremis
4.1 Miles
Joe's Violin
Watani: My Homeland
Os Capacetes Brancos.

MELHOR CURTA-METRAGEM - ANIMAÇÃO.
Blind Vaysha
Borrowed Time
Pear Cider and Cigarettes
Pearl
Piper.

Texto e imagem reproduzidos do site: adorocinema.com

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A prostituição toma as ruas

 Ação de prostituta em rua da Orla de Atalaia, uma das áreas 
mais procuradas. Moradores e empresários reclamam muito. 

Travesti em negociação com cliente no centro de Aracaju.
Na Atalaia a cena se repete.

Publicado originalmente no site do Jornal do Dia, em 20/10/2013

A prostituição toma as ruas.
Por Milton Alves Júnior.

Para muitos, o que é considerado dinheiro fácil e rápido, para outros representa humilhação, desespero e falta de oportunidade de trabalho com carteira assinada. A prostituição no Estado de Sergipe, ao longo dos últimos cinco anos, vem apresentando aumento na 'oferta' e real vulnerabilidade para os profissionais do sexo que muitas vezes se deslocam de diversos estados das regiões Norte-Nordeste em direção à Grande Aracaju. Considerada rota de exploração sexual, inclusive de menores de idade, a menor unidade federativa passa a enfrentar outro problema: as drogas. No último mês de junho denúncias anônimas levaram a Polícia Civil e Ministério Público Estadual a investigar casas de prostituição. Em vários estabelecimentos foram encontrados pinos/bags de cocaína, pedras de crack e quilos de maconha.

Com a interdição desses locais, as comerciantes do corpo nu passaram a ocupar com maior frequência, normalidade e persistência as ruas do Centro de Aracaju e ruelas do bairro Atalaia, onde diariamente são procuradas por nativos e principalmente turistas em busca de 'diversão'. Esses termos utilizados nessa reportagem são usados pelas próprias prostitutas que 'tiram' o sossego dos moradores da região. Bate-bocas e até ameaça de morte são constantes nessas duas regiões.

Dizendo-se vítima da própria sociedade capitalista, a baiana Lidyane Aguiar disse ter segundo grau completo, mas que as oportunidades de emprego que lhe eram ofertadas geralmente não passavam de salário mínimo. "Quase que três vezes ao mês eu subo pra Aracaju na tentativa de ganhar um dinheirinho extra. Nem sempre a viagem é lucrativa como de costume, mas uma coisa é certa, rende muito mais, diria até oito vezes mais daqueles que estão em uma sala com ar-condicionado. Se é um jeito digno de faturar, isso só quem pode dizer sou eu", disse.

Assumida usuária de cocaína, ela disse já ter provado de diversos tipos de entorpecentes, mas o 'branco/pó' e o whisky seriam suas preferências. "Pra aguentar esse rojão, só com alguma química. Sei que estou me destruindo, mas assim como muitas, a minha ideia é parar com essa vida depois da copa, daqui até lá quero engordar a minha conta", pontuou.

Conhecida popularmente como a cracolândia da capital, o Centro da cidade a partir das 23h se transforma em um ponto de intenso tráfico de drogas e prostituição praticada por mulheres, travestis e adolescentes com idades que variam entre 13 e 18 anos. Sempre acompanhados por agentes que negociam os programas, os protagonistas do sexo entram e saem dos carros sem nenhum tipo de fiscalização por parte do poder público. Para os frequentadores, nas vias públicas onde o crack reina, raros são os guardas municipais ou homens da Polícia Militar que se arriscam em abordar e prender os meliantes.

Segundo um dos travestis que preferiu não ter o nome e imagem revelada, as rondas policiais são raras. "Quando isso acontece, com a gente não tem nada. Primeiro porque aquelas (prostitutas/travestis) que usam drogas geralmente são usuárias e possuem pouca quantidade, segundo porque estamos trabalhando assim como eles também. Cada um no seu cada qual. Já os vendedores de drogas e menores, esses sim acabam apanhando e muitas vezes presos", relatou.

Mapeamento - Conforme dados do Mapeamento de Pontos Vulneráveis à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Federais Brasileiras, as rodovias sergipanas aparecem com aproximadamente 11 locais considerados suspeitos. Na lista publicada no primeiro semestre desse ano surgem os municípios de Malhada dos Bois, Laranjeiras, Nossa Senhora do Socorro, Itaporanga D'Ajuda, Estância, Umbaúba, Cristinápolis e Itabaiana.

Foi a partir desses dados e das denúncias anônimas, citadas no inicio da matéria, que levaram o Departamento de Atendimento aos Grupos Vulneráveis (DAGV) a realizar uma operação especializada em locais destinados a encontros sexuais. As abordagens foram promovidas em estabelecimentos localizados também nos bairros América, Coroa do Meio e Siqueira Campos, em Aracaju. Já no interior de Sergipe, a operação se concentrou no povoado Cruz das Donzelas, em Malhada dos Bois, e em algumas cidades da região. Desde essa ação, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE) garante estar trabalhando diariamente na tentativa de evitar que os crimes permaneçam sendo ocorridos. A Delegacia da Mulher e o Departamento de Narcóticos da Polícia Civil (Denarc), também integram as investigações.

Em entrevista exclusiva concedida ao Jornal do Dia, Maria Niziana Castelino, a Candelária, presidente da Associação das Prostitutas de Sergipe (ASP), disse estar cansada e sem boas perspectivas para o progresso e qualificação das profissionais do sexo. Realizando trabalhos preventivos e educacionais em oito municípios, mais a capital, a ASP foi fundada em 1987 e registrada três anos depois.

Mostrando-se contrariada com a falta de união das próprias associadas, Candelária desabafou: "Não tenho mais idade para ficar enfrentando policial que agride prostituta. Infelizmente, o que mais me deixa triste é saber que elas mesmas só me procuram quando precisam de ajuda. Estamos dispostas para realizar palestras e acompanhamento médico, mas muitas só estão interessadas em usar drogas, bebidas alcoólicas e ganhar dinheiro com os programas", disse.

Ainda de acordo com a presidente, a respectiva idade venceu o desejo de mudança. "Não tenho mais idade pra continuar lutando pelo bem estar das garotas que trabalham aqui no Estado. Já conseguimos muito, inclusive o respeito dos policiais que nos atende na plantonista e DAGV. A falta de uma pessoa pra me ajudar nessa batalha fez com que o futuro das prostitutas aqui fique cada vez mais obscuro".

Texto e imagens reproduzidos do site: jornaldodiase.com.br

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Para brasileira da NASA, país sofre com “evasão de cérebros”

Duília Fernandes de Mello é uma astrônoma e astrofísica brasileira.
Foto: Divulgação.

Publicado originalmente no site da revista Veja, em 06/01/2017.

Para brasileira da NASA, país sofre com “evasão de cérebros”.

"Eu, por exemplo, fui embora do Brasil porque perdi a confiança do governo brasileiro em investir em ciência", diz Duília de Mello.

Por Carla Monteiro.

A astrofísica brasileira Duília de Mello, colaboradora da NASA, a agência espacial americana, desde 2003, esteve na última Campus Party 2017, que ocorreu na semana passada em São Paulo. Em entrevista, além da participação do país no cenário mundial da astrofísica e da “evasão de gênios” citada no título deste texto, ela falou sobre a importância da integração das ciências nas pesquisas espaciais. Duília, que também é vice-reitora da Universidade Católica da América, do estado de Washington, ainda comentou a importância de incentivar mulheres na ciência e tecnologia e citou o filme Estrelas além do tempo, que conta a história de um trio de mulheres negras que trabalham em um projeto da NASA durante a Guerra Fria...

Qual é a sua avaliação em relação ao investimento do Brasil em astronomia? O baixo orçamento é um problema que o Brasil enfrenta. Em consequência dele, ocorre uma “evasão de cérebros”. Eu, por exemplo, fui embora do Brasil porque perdi a confiança do governo em investir em ciência. Dediquei a minha vida ao mestrado, ao doutorado, e, de repente, me vi em meio a uma sociedade que elegia governos que não valorizavam a ciência. E isso está acontecendo hoje em larga escala: pesquisadores que já têm contatos no exterior buscam por oportunidades fora. O que é uma pena. Isso porque o Brasil precisa de seus cientistas. A fuga de cérebros, hoje, ocorre devido as dificuldades econômicas. Mas é um problema também é cíclico. Sempre vem e volta e continuará assim enquanto o país não valorizar as pesquisas acadêmicas.

Porém, pensou em retornar ao país após se consagrar nos EUA? Não voltei por vários motivos. Um deles é porque eu não fiz carreira no Brasil e não tinha aquele salário básico de professor universitário e pesquisador. No Brasil não se contrata professores titulares em universidades; é muito difícil ter concurso público para professor titular. Aliás, o nosso sistema acadêmico é muito antigo: é preciso fazer uma prova para se tornar professor. O que deixa a área muito engessada. Nenhum lugar do mundo faz isso. Como consequência, repito, acabamos exportando nossos cérebros.

Quão significativa é a participação do Brasil no ramo da astronomia mundial? Está indo muito bem. Há cerca de 700 astrônomos no nosso país. Ou até mais, pois tem aqueles que trabalham no interior e não são registrados. Nossa comunidade faz trabalhos de primeira no mundo todo. Japão, Suécia, Estados Unidos, em vários lugares que visito encontro brasileiros realizando trabalho de ponta. Poderia ser melhor, pois estamos parados com um projeto internacional do Observatório Europeu. O Brasil entrou como convidado nessa iniciativa, mas até o momento não assinou o contrato, nem realizou o pagamento com o qual se compromissou. Está, inclusive, no ponto de ser retirado do consórcio. O que é uma pena, pois o Observatório Europeu é o maior do mundo.

Como lidar com as notícias falsas de astrofísica na internet? É difícil. Muito conteúdo acaba se tornando “verdade” sem ser verdade, de tantos compartilhamentos nas redes sociais. Também há aquelas informações que nem são tão importantes cientificamente, mas se tornam bombásticas na web. Uma coisa muito importante a se fazer é checar a fonte. Eu tento instruir, principalmente aos mais jovens, para se verificar a origem da informação. É a forma de não cair em notícias falsas. Uma da falsas histórias que circulam por aí, por exemplo, é a do asteroide que poderia se chocar com a Terra no próximo dia 16 de fevereiro. Quem cai nessa, se desespera sem motivo e faz papel de desinformado com os outros.

Ultimamente, com, por exemplo, o sucesso do filme Estrelas Além do Tempo — sobre negras que trabalharam na Nasa –, um assunto tem ganhado força no ramo científico: por que há poucas mulheres nessa profissão? Trata-se de um problema sério. O mundo está percebendo que existem menos mulheres nas áreas científicas e de tecnologia. Faz 20 anos que eu, pessoalmente, incentivo meninas a entrarem no ramo. Já escrevi um livro sobre o assunto (Vivendo com as Estrelas, sobre sua trajetória). Ninguém deve fazer ciência só porque é legal, mas porque gosta e é competente. O problema é que muitas mulheres não conseguem seguir carreira na área. No mestrado e no doutorado, a proporção ainda é de 40% de garotas. Só que quando falamos em contratação de pesquisadores, por exemplo, esse número cai drasticamente. Os homens precisam respeitar a forma como as mulheres fazem ciência. O feminismo não é uma proposta de transformar a mulher em um homem, mas de dar igualdade aos dois lados. Eu acredito na representatividade. Quando aceitei o cargo de vice-reitora na Universidade Católica da América, no estado americano de Washington, foi também para mostrar que é possível mulheres terem carreiras de sucesso.

A senhora protege a maior integração das ciências na astronomia. Como assim? Os astrônomos e astrofísicos trabalham muito com engenheiros, pois são eles que constroem os equipamentos. Um dos grandes desafios da astronomia moderna é a questão do armazenamento de dados. Somos limitados pelos limites da tecnologia. Onde nós vamos armazenar os muitos e muitos terabytes que são gerados por dias pelos telescópios? A questão é que não será um astrofísico que deverá encontrar a solução para isso. Trata-se de um problema para a engenharia da computação. No projeto do telescópio Hubble, por exemplo, existem 150 engenheiros da computação trabalhando – e esse número não é invenção minha. É vital para a ciência o avanço da computação. Ou seja, é vital que todos trabalhemos muito. Sem divisões ou rivalidades, como muitas vezes acontecia.

Texto e imagem reproduzidos do site: abril.com.br/tecnologia

Idosos: símbolo de preferência não deve ser pejorativo

Figura arqueada e uso de bengala será substituída.

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 06/02/2017.

Idosos: símbolo de preferência não deve ser pejorativo.
Idosos não podem ser simbolizados com figura arqueada.

O símbolo utilizado para a identificação preferencial de idosos não pode ser pejorativo, nem nivelar todos os maiores de 60 anos como cidadãos frágeis. É o que determina o Projeto de Lei do Senado (PLS) 126/2016, do senador Waldemir Moka (PMDB-MS), que está pronto para ser votado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Ele sugere que a identificação de idosos, exposta junto a assentos reservados no transporte coletivo e em caixas de bancos, por exemplo, seja expressa com pictografia baseada objetivamente na idade mínima de 60 anos, e não mais com a figura de alguém arqueado sobre uma bengala, atualmente empregada na comunicação visual para identificar esse grupo.

Na opinião de Moka, a lei que estabeleceu o atendimento preferencial aos idosos é para protegê-los e não deve incorrer no fortalecimento de juízos constrangedores e preconceituosos.
“Afinal, a tentativa de incluir não pode servir como motivo de constrangimento e de perpetuação do preconceito”, defendeu o senador.

Pessoas com deficiência

A relatora, senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), é favorável à proposta. No entanto, retirou do projeto original os dispositivos que modificavam o pictograma de identificação das pessoas com deficiência, uma cadeira de rodas estática e considerada por Moka igualmente pejorativa.
Marta lembrou que o pictograma usado na acessibilidade para a deficiência é o Símbolo Internacional de Acessibilidade (SIA), criado em 1969 conforme termos definidos pela Organização Internacional de Padronização (ISO) e já pertence ao domínio público. A flexibilização proposta pelo texto poderia acarretar uma perda indesejada do nível de padronização já alcançado e a desconexão dos padrões brasileiros aos estabelecidos universalmente, frisou a parlamentar.

A matéria é terminativa na CDH.

Novo desenho

Um movimento na internet, contrário ao pictograma com a bengala para os idosos, iniciou uma campanha para modificar essa imagem. A empreitada coletiva acabou com a elaboração de um novo desenho, uma figura mais altiva, ao lado da inscrição “60+”. A nova imagem foi divulgada em 1º de outubro de 2016, quando se comemora o “Dia do idoso”, e apresentada à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Fonte: Agência Senado.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

‘Sem ele, não teria havido a Lava Jato’, afirma Moro sobre Teori



Publicado originalmente no site da Revista Veja, em 19/01/2017.

‘Sem ele, não teria havido a Lava Jato’, afirma Moro sobre Teori.

Juiz ressaltou a firmeza do ministro na 'aplicação da lei, independente dos interesses envolvidos, ainda que poderosos'; Janot diz que Teori nunca hesitou.

Por Rafaela Lara.

O juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato, disse que o ministro Teori Zavascki é “um herói brasileiro” e que “sem ele, não teria havido a Operação Lava Jato”. Zavascki era o relator da operação no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Estou perplexo. Minhas condolências à família. O ministro Teori Zavascki foi um grande magistrado e um herói brasileiro. Exemplo para todos os juízes, promotores e advogados deste país. Sem ele, não teria havido a Operação Lava Jato”, disse o juiz.

Ele afirmou, ainda, que espera que “seu legado, de serenidade, seriedade e firmeza na aplicação da lei, independente dos interesses envolvidos, ainda que poderosos, não seja esquecido.”

Texto e imagens reproduzidos do site: veja.abril.com.br/brasil