quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Oscar 2017 - domingo, dia 26 de fevereiro


Oscar 2017 - domingo, dia 26 de fevereiro.

* Na TV - à partir das 21 horas, no canal TNT.


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Oscar 2017:

La La Land é o líder de indicações.
Por Francisco Russo.

Confira abaixo a relação completa dos indicados!

MELHOR FILME
La La Land - Cantando Estações
Manchester à Beira-mar
Moonlight - Sob a Luz do Luar
A Qualquer Custo
A Chegada
Até o Último Homem
Fences
Estrelas Além do Tempo
Lion - Uma Jornada para Casa.

MELHOR DIRETOR
Barry Jenkins (Moonlight - Sob a Luz do Luar)
Damien Chazelle (La La Land - Cantando Estações)
Mel Gibson (Até o Último Homem)
Kenneth Lonergan (Manchester à Beira-mar)
Dennis Villeneuve (A Chegada).

MELHOR ATOR
Casey Affleck (Manchester à Beira-mar)
Denzel Washington (Fences)
Andrew Garfield (Até o Último Homem)
Ryan Gosling (La La Land - Cantando Estações)
Viggo Mortensen (Capitão Fantástico)

MELHOR ATRIZ
Natalie Portman (Jackie)
Isabelle Huppert (Elle)
Emma Stone (La La Land - Cantando Estações)
Meryl Streep (Florence: Quem é Essa Mulher?)
Ruth Negga (Loving)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Lucas Hedges (Manchester à Beira-mar)
Mahershala Ali (Moonlight - Sob a Luz do Luar)
Jeff Bridges (A Qualquer Custo)
Dev Patel (Lion - Uma Jornada para Casa)
Michael Shannon (Animais Noturnos)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Viola Davis (Fences)
Nicole Kidman (Lion - Uma Jornada para Casa)
Michelle Williams (Manchester à Beira-mar)
Octavia Spencer (Estrelas Além do Tempo)
Naomie Harris (Moonlight - Sob a Luz do Luar)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
La La Land - Cantando Estações
A Qualquer Custo
O Lagosta
20th Century Women
Manchester à Beira-mar.

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
A Chegada
Estrelas Além do Tempo
Lion - Uma Jornada para Casa
Um Limite Entre Nós
Moonlight - Sob a Luz do Luar.

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
Moana - Um Mar de Aventuras
A Tartaruga Vermelha
Kubo e as Cordas Mágicas
Zootopia - Essa Cidade é o Bicho
Minha Vida de Abobrinha.

MELHOR FILME ESTRANGEIRO.
O Apartamento (Irã)
Toni Erdmann (Alemanha)
Tanna (Holanda)
En Man Som Heter Ove (Suécia)
Under Sandet (Dinamarca).

MELHOR DOCUMENTÁRIO
I Am Not Your Negro
O.J.: Made in America
Vida, Animada
A 13ª Emenda
Fogo no Mar.

MELHOR FOTOGRAFIA
A Chegada
La La Land - Cantando Estações
Lion - Uma Jornada para Casa
Silêncio
Moonlight - Sob a Luz do Luar.

MELHOR TRILHA SONORA
Jackie
La La Land - Cantando Estações
Lion - Uma Jornada para Casa
Passageiros
Moonlight - Sob a Luz do Luar.

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
"City of Stars" (La La Land - Cantando Estações)
"Can't Stop the Feeling" (Trolls)
"Audition (The Fools Who Dreams)" (La La Land - Cantando Estações)
"The Empty Chair" (Jim: The James Foley Story)
"How Far I'll Go" (Moana - Um Mar de Aventuras).

MELHOR FIGURINO
Jackie
Aliados
Animais Fantásticos e Onde Habitam
Florence: Quem é Essa Mulher?
La La Land - Cantando Estações.

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Ave, César!
A Chegada
La La Land - Cantando Estações
Passageiros
Animais Fantásticos e Onde Habitam.

MELHOR MAQUIAGEM
Esquadrão Suicida
Star Trek: Sem Fronteiras
En Man Som Heter Ove.

MELHOR EFEITOS ESPECIAIS
Doutor Estranho
Mogli - O Menino Lobo
Kubo e as Cordas Mágicas
Rogue One - Uma História Star Wars
Horizonte Profundo - Desastre no Golfo.

MELHOR EDIÇÃO
La La Land - Cantando Estações
Até o Último Homem
A Qualquer Custo
A Chegada
Moonlight - Sob a Luz do Luar.

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
A Chegada
Horizonte Profundo - Desastre no Golfo
Até o Último Homem
La La Land - Cantando Estações
Sully - O Herói do Rio Hudson.

MELHOR MIXAGEM DE SOM
A Chegada
La La Land - Cantando Estações
Até o Último Homem
13 Horas - Os Soldados Secretos de Benghazi
Rogue One - Uma História Star Wars.

MELHOR CURTA-METRAGEM
Ennemis Intérieurs
La Femme et le TGV
Silent Nights
Sing
Timecode.

MELHOR CURTA-METRAGEM - DOCUMENTÁRIO
Extremis
4.1 Miles
Joe's Violin
Watani: My Homeland
Os Capacetes Brancos.

MELHOR CURTA-METRAGEM - ANIMAÇÃO.
Blind Vaysha
Borrowed Time
Pear Cider and Cigarettes
Pearl
Piper.

Texto e imagem reproduzidos do site: adorocinema.com

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A prostituição toma as ruas

 Ação de prostituta em rua da Orla de Atalaia, uma das áreas 
mais procuradas. Moradores e empresários reclamam muito. 

Travesti em negociação com cliente no centro de Aracaju.
Na Atalaia a cena se repete.

Publicado originalmente no site do Jornal do Dia, em 20/10/2013

A prostituição toma as ruas.
Por Milton Alves Júnior.

Para muitos, o que é considerado dinheiro fácil e rápido, para outros representa humilhação, desespero e falta de oportunidade de trabalho com carteira assinada. A prostituição no Estado de Sergipe, ao longo dos últimos cinco anos, vem apresentando aumento na 'oferta' e real vulnerabilidade para os profissionais do sexo que muitas vezes se deslocam de diversos estados das regiões Norte-Nordeste em direção à Grande Aracaju. Considerada rota de exploração sexual, inclusive de menores de idade, a menor unidade federativa passa a enfrentar outro problema: as drogas. No último mês de junho denúncias anônimas levaram a Polícia Civil e Ministério Público Estadual a investigar casas de prostituição. Em vários estabelecimentos foram encontrados pinos/bags de cocaína, pedras de crack e quilos de maconha.

Com a interdição desses locais, as comerciantes do corpo nu passaram a ocupar com maior frequência, normalidade e persistência as ruas do Centro de Aracaju e ruelas do bairro Atalaia, onde diariamente são procuradas por nativos e principalmente turistas em busca de 'diversão'. Esses termos utilizados nessa reportagem são usados pelas próprias prostitutas que 'tiram' o sossego dos moradores da região. Bate-bocas e até ameaça de morte são constantes nessas duas regiões.

Dizendo-se vítima da própria sociedade capitalista, a baiana Lidyane Aguiar disse ter segundo grau completo, mas que as oportunidades de emprego que lhe eram ofertadas geralmente não passavam de salário mínimo. "Quase que três vezes ao mês eu subo pra Aracaju na tentativa de ganhar um dinheirinho extra. Nem sempre a viagem é lucrativa como de costume, mas uma coisa é certa, rende muito mais, diria até oito vezes mais daqueles que estão em uma sala com ar-condicionado. Se é um jeito digno de faturar, isso só quem pode dizer sou eu", disse.

Assumida usuária de cocaína, ela disse já ter provado de diversos tipos de entorpecentes, mas o 'branco/pó' e o whisky seriam suas preferências. "Pra aguentar esse rojão, só com alguma química. Sei que estou me destruindo, mas assim como muitas, a minha ideia é parar com essa vida depois da copa, daqui até lá quero engordar a minha conta", pontuou.

Conhecida popularmente como a cracolândia da capital, o Centro da cidade a partir das 23h se transforma em um ponto de intenso tráfico de drogas e prostituição praticada por mulheres, travestis e adolescentes com idades que variam entre 13 e 18 anos. Sempre acompanhados por agentes que negociam os programas, os protagonistas do sexo entram e saem dos carros sem nenhum tipo de fiscalização por parte do poder público. Para os frequentadores, nas vias públicas onde o crack reina, raros são os guardas municipais ou homens da Polícia Militar que se arriscam em abordar e prender os meliantes.

Segundo um dos travestis que preferiu não ter o nome e imagem revelada, as rondas policiais são raras. "Quando isso acontece, com a gente não tem nada. Primeiro porque aquelas (prostitutas/travestis) que usam drogas geralmente são usuárias e possuem pouca quantidade, segundo porque estamos trabalhando assim como eles também. Cada um no seu cada qual. Já os vendedores de drogas e menores, esses sim acabam apanhando e muitas vezes presos", relatou.

Mapeamento - Conforme dados do Mapeamento de Pontos Vulneráveis à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Federais Brasileiras, as rodovias sergipanas aparecem com aproximadamente 11 locais considerados suspeitos. Na lista publicada no primeiro semestre desse ano surgem os municípios de Malhada dos Bois, Laranjeiras, Nossa Senhora do Socorro, Itaporanga D'Ajuda, Estância, Umbaúba, Cristinápolis e Itabaiana.

Foi a partir desses dados e das denúncias anônimas, citadas no inicio da matéria, que levaram o Departamento de Atendimento aos Grupos Vulneráveis (DAGV) a realizar uma operação especializada em locais destinados a encontros sexuais. As abordagens foram promovidas em estabelecimentos localizados também nos bairros América, Coroa do Meio e Siqueira Campos, em Aracaju. Já no interior de Sergipe, a operação se concentrou no povoado Cruz das Donzelas, em Malhada dos Bois, e em algumas cidades da região. Desde essa ação, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE) garante estar trabalhando diariamente na tentativa de evitar que os crimes permaneçam sendo ocorridos. A Delegacia da Mulher e o Departamento de Narcóticos da Polícia Civil (Denarc), também integram as investigações.

Em entrevista exclusiva concedida ao Jornal do Dia, Maria Niziana Castelino, a Candelária, presidente da Associação das Prostitutas de Sergipe (ASP), disse estar cansada e sem boas perspectivas para o progresso e qualificação das profissionais do sexo. Realizando trabalhos preventivos e educacionais em oito municípios, mais a capital, a ASP foi fundada em 1987 e registrada três anos depois.

Mostrando-se contrariada com a falta de união das próprias associadas, Candelária desabafou: "Não tenho mais idade para ficar enfrentando policial que agride prostituta. Infelizmente, o que mais me deixa triste é saber que elas mesmas só me procuram quando precisam de ajuda. Estamos dispostas para realizar palestras e acompanhamento médico, mas muitas só estão interessadas em usar drogas, bebidas alcoólicas e ganhar dinheiro com os programas", disse.

Ainda de acordo com a presidente, a respectiva idade venceu o desejo de mudança. "Não tenho mais idade pra continuar lutando pelo bem estar das garotas que trabalham aqui no Estado. Já conseguimos muito, inclusive o respeito dos policiais que nos atende na plantonista e DAGV. A falta de uma pessoa pra me ajudar nessa batalha fez com que o futuro das prostitutas aqui fique cada vez mais obscuro".

Texto e imagens reproduzidos do site: jornaldodiase.com.br

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Para brasileira da NASA, país sofre com “evasão de cérebros”

Duília Fernandes de Mello é uma astrônoma e astrofísica brasileira.
Foto: Divulgação.

Publicado originalmente no site da revista Veja, em 06/01/2017.

Para brasileira da NASA, país sofre com “evasão de cérebros”.

"Eu, por exemplo, fui embora do Brasil porque perdi a confiança do governo brasileiro em investir em ciência", diz Duília de Mello.

Por Carla Monteiro.

A astrofísica brasileira Duília de Mello, colaboradora da NASA, a agência espacial americana, desde 2003, esteve na última Campus Party 2017, que ocorreu na semana passada em São Paulo. Em entrevista, além da participação do país no cenário mundial da astrofísica e da “evasão de gênios” citada no título deste texto, ela falou sobre a importância da integração das ciências nas pesquisas espaciais. Duília, que também é vice-reitora da Universidade Católica da América, do estado de Washington, ainda comentou a importância de incentivar mulheres na ciência e tecnologia e citou o filme Estrelas além do tempo, que conta a história de um trio de mulheres negras que trabalham em um projeto da NASA durante a Guerra Fria...

Qual é a sua avaliação em relação ao investimento do Brasil em astronomia? O baixo orçamento é um problema que o Brasil enfrenta. Em consequência dele, ocorre uma “evasão de cérebros”. Eu, por exemplo, fui embora do Brasil porque perdi a confiança do governo em investir em ciência. Dediquei a minha vida ao mestrado, ao doutorado, e, de repente, me vi em meio a uma sociedade que elegia governos que não valorizavam a ciência. E isso está acontecendo hoje em larga escala: pesquisadores que já têm contatos no exterior buscam por oportunidades fora. O que é uma pena. Isso porque o Brasil precisa de seus cientistas. A fuga de cérebros, hoje, ocorre devido as dificuldades econômicas. Mas é um problema também é cíclico. Sempre vem e volta e continuará assim enquanto o país não valorizar as pesquisas acadêmicas.

Porém, pensou em retornar ao país após se consagrar nos EUA? Não voltei por vários motivos. Um deles é porque eu não fiz carreira no Brasil e não tinha aquele salário básico de professor universitário e pesquisador. No Brasil não se contrata professores titulares em universidades; é muito difícil ter concurso público para professor titular. Aliás, o nosso sistema acadêmico é muito antigo: é preciso fazer uma prova para se tornar professor. O que deixa a área muito engessada. Nenhum lugar do mundo faz isso. Como consequência, repito, acabamos exportando nossos cérebros.

Quão significativa é a participação do Brasil no ramo da astronomia mundial? Está indo muito bem. Há cerca de 700 astrônomos no nosso país. Ou até mais, pois tem aqueles que trabalham no interior e não são registrados. Nossa comunidade faz trabalhos de primeira no mundo todo. Japão, Suécia, Estados Unidos, em vários lugares que visito encontro brasileiros realizando trabalho de ponta. Poderia ser melhor, pois estamos parados com um projeto internacional do Observatório Europeu. O Brasil entrou como convidado nessa iniciativa, mas até o momento não assinou o contrato, nem realizou o pagamento com o qual se compromissou. Está, inclusive, no ponto de ser retirado do consórcio. O que é uma pena, pois o Observatório Europeu é o maior do mundo.

Como lidar com as notícias falsas de astrofísica na internet? É difícil. Muito conteúdo acaba se tornando “verdade” sem ser verdade, de tantos compartilhamentos nas redes sociais. Também há aquelas informações que nem são tão importantes cientificamente, mas se tornam bombásticas na web. Uma coisa muito importante a se fazer é checar a fonte. Eu tento instruir, principalmente aos mais jovens, para se verificar a origem da informação. É a forma de não cair em notícias falsas. Uma da falsas histórias que circulam por aí, por exemplo, é a do asteroide que poderia se chocar com a Terra no próximo dia 16 de fevereiro. Quem cai nessa, se desespera sem motivo e faz papel de desinformado com os outros.

Ultimamente, com, por exemplo, o sucesso do filme Estrelas Além do Tempo — sobre negras que trabalharam na Nasa –, um assunto tem ganhado força no ramo científico: por que há poucas mulheres nessa profissão? Trata-se de um problema sério. O mundo está percebendo que existem menos mulheres nas áreas científicas e de tecnologia. Faz 20 anos que eu, pessoalmente, incentivo meninas a entrarem no ramo. Já escrevi um livro sobre o assunto (Vivendo com as Estrelas, sobre sua trajetória). Ninguém deve fazer ciência só porque é legal, mas porque gosta e é competente. O problema é que muitas mulheres não conseguem seguir carreira na área. No mestrado e no doutorado, a proporção ainda é de 40% de garotas. Só que quando falamos em contratação de pesquisadores, por exemplo, esse número cai drasticamente. Os homens precisam respeitar a forma como as mulheres fazem ciência. O feminismo não é uma proposta de transformar a mulher em um homem, mas de dar igualdade aos dois lados. Eu acredito na representatividade. Quando aceitei o cargo de vice-reitora na Universidade Católica da América, no estado americano de Washington, foi também para mostrar que é possível mulheres terem carreiras de sucesso.

A senhora protege a maior integração das ciências na astronomia. Como assim? Os astrônomos e astrofísicos trabalham muito com engenheiros, pois são eles que constroem os equipamentos. Um dos grandes desafios da astronomia moderna é a questão do armazenamento de dados. Somos limitados pelos limites da tecnologia. Onde nós vamos armazenar os muitos e muitos terabytes que são gerados por dias pelos telescópios? A questão é que não será um astrofísico que deverá encontrar a solução para isso. Trata-se de um problema para a engenharia da computação. No projeto do telescópio Hubble, por exemplo, existem 150 engenheiros da computação trabalhando – e esse número não é invenção minha. É vital para a ciência o avanço da computação. Ou seja, é vital que todos trabalhemos muito. Sem divisões ou rivalidades, como muitas vezes acontecia.

Texto e imagem reproduzidos do site: abril.com.br/tecnologia

Idosos: símbolo de preferência não deve ser pejorativo

Figura arqueada e uso de bengala será substituída.

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 06/02/2017.

Idosos: símbolo de preferência não deve ser pejorativo.
Idosos não podem ser simbolizados com figura arqueada.

O símbolo utilizado para a identificação preferencial de idosos não pode ser pejorativo, nem nivelar todos os maiores de 60 anos como cidadãos frágeis. É o que determina o Projeto de Lei do Senado (PLS) 126/2016, do senador Waldemir Moka (PMDB-MS), que está pronto para ser votado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Ele sugere que a identificação de idosos, exposta junto a assentos reservados no transporte coletivo e em caixas de bancos, por exemplo, seja expressa com pictografia baseada objetivamente na idade mínima de 60 anos, e não mais com a figura de alguém arqueado sobre uma bengala, atualmente empregada na comunicação visual para identificar esse grupo.

Na opinião de Moka, a lei que estabeleceu o atendimento preferencial aos idosos é para protegê-los e não deve incorrer no fortalecimento de juízos constrangedores e preconceituosos.
“Afinal, a tentativa de incluir não pode servir como motivo de constrangimento e de perpetuação do preconceito”, defendeu o senador.

Pessoas com deficiência

A relatora, senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), é favorável à proposta. No entanto, retirou do projeto original os dispositivos que modificavam o pictograma de identificação das pessoas com deficiência, uma cadeira de rodas estática e considerada por Moka igualmente pejorativa.
Marta lembrou que o pictograma usado na acessibilidade para a deficiência é o Símbolo Internacional de Acessibilidade (SIA), criado em 1969 conforme termos definidos pela Organização Internacional de Padronização (ISO) e já pertence ao domínio público. A flexibilização proposta pelo texto poderia acarretar uma perda indesejada do nível de padronização já alcançado e a desconexão dos padrões brasileiros aos estabelecidos universalmente, frisou a parlamentar.

A matéria é terminativa na CDH.

Novo desenho

Um movimento na internet, contrário ao pictograma com a bengala para os idosos, iniciou uma campanha para modificar essa imagem. A empreitada coletiva acabou com a elaboração de um novo desenho, uma figura mais altiva, ao lado da inscrição “60+”. A nova imagem foi divulgada em 1º de outubro de 2016, quando se comemora o “Dia do idoso”, e apresentada à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Fonte: Agência Senado.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

‘Sem ele, não teria havido a Lava Jato’, afirma Moro sobre Teori



Publicado originalmente no site da Revista Veja, em 19/01/2017.

‘Sem ele, não teria havido a Lava Jato’, afirma Moro sobre Teori.

Juiz ressaltou a firmeza do ministro na 'aplicação da lei, independente dos interesses envolvidos, ainda que poderosos'; Janot diz que Teori nunca hesitou.

Por Rafaela Lara.

O juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato, disse que o ministro Teori Zavascki é “um herói brasileiro” e que “sem ele, não teria havido a Operação Lava Jato”. Zavascki era o relator da operação no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Estou perplexo. Minhas condolências à família. O ministro Teori Zavascki foi um grande magistrado e um herói brasileiro. Exemplo para todos os juízes, promotores e advogados deste país. Sem ele, não teria havido a Operação Lava Jato”, disse o juiz.

Ele afirmou, ainda, que espera que “seu legado, de serenidade, seriedade e firmeza na aplicação da lei, independente dos interesses envolvidos, ainda que poderosos, não seja esquecido.”

Texto e imagens reproduzidos do site: veja.abril.com.br/brasil

"Fui violada em Último Tango em Paris”

EXISTENCIALISMO Maria Schneider e Marlon Brando
em cena de Último Tango em Paris, de Bernardo Bertolucci
(detalhe): a vida como nau à deriva.



Publicado originalmente no site da revista IstoÉ, em 09.12.16.

Fui violada em Último Tango em Paris”.
Por Antonio Carlos Prado e Elaine Ortiz.

Cena de sexo em tela de cinema é imã de público. Sempre foi assim, e assim será enquanto houver um homem e uma mulher na face da Terra. Essa é a principal razão, por exemplo, do estrondoso sucesso mundial do filme Último Tango em Paris, dirigido em 1972 por Bernardo Bertolucci e nele estrelando Marlon Brando e Maria Schneider. Entre as acrobacias sexuais que compõem o enredo, o auge é aquela em que Paul (Brando) sodomiza Jeanne (Schneider). Trata-se da famosa “cena da manteiga” da qual até hoje tanto se fala. Filme é filme, e o ato sexual, é claro, foi uma simulação. Mas o uso da manteiga aconteceu mesmo, sem a anuência de Maria Schneider, e somente isso já basta para mostrar que a coisa foi longe demais. Bertolucci e Brando combinaram entre si e, assim, ela acabou sendo pega de surpresa. Tinha 19 anos de idade (Marlon Brando, 48), e até morrer, em 2011 (alcoolista e psicologicamente perturbada), passou a vida falando que se sentira “violentada e abusada” naquele momento. Ninguém nunca lhe deu ouvidos. Na semana passada, no entanto, provou-se que ela não mentia. A mídia americana revelou uma entrevista de Bertolucci, de 2013, na qual o diretor admitiu (pela primeira e única vez) que a atriz teve de ser surpreendida porque ele queria filmar “a reação da mulher verdadeiramente humilhada, não a expressão de uma atriz”. Último Tango em Paris é um filme radicalmente existencialista a retratar a ausência de valores idealistas, metafísicos, sociais, éticos, morais, familiares e religiosos. É a vida como nau à deriva e, não tivesse sexo e mais sexo, é de se duvidar que alguém se interessasse por ele atualmente. Não faltará quem diga que a combinação de Bertolucci com Brando se enquadrou bem nesse cenário de vidas profundamente vazias como requer a filosofia do existencialismo. Bobagem. O que Bertolucci e Brando armaram tem outros nomes nada artísticos: comportamento sexualmente predatório e brutalidade.

Texto e imagens reproduzidos do site: istoe.com.br

Brasil - Rebeliões nos presídios


Especialistas dizem que Darcy Ribeiro estava certo:

Educação é o caminho para reduzir a criminalidade.

Educadores e juristas ouvidos, são unânimes:

Inchaço do sistema carcerário brasileiro seria evitado com melhorias no ensino.

No Brasil, preso custa mais que estudante.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Sergipe sangra.


Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 18/01/2017.

Sergipe sangra.

Quem será o próximo cidadão honrado a ser assassinado...

Por Adiberto de Souza/infonet/blogs.

Quem será o próximo cidadão honrado a ser assassinado em Sergipe? A pergunta é pertinente diante da insegurança vivida pela sociedade, refém de criminosos cada vez mais ousados. Impotente, o Estado apenas atualiza a estatística macabra, enquanto recolhe os corpos abatidos nesta sangrenta guerra civil tupiniquim. Num dia mataram um policial civil, noutro fuzilaram covardemente um militar aposentado e ontem assassinaram o ex-coordenador estadual da Defesa Civil, o pacato Nicanor Moura. Impotente para conter o tráfico de drogas e armas, reduzir os assaltos e roubos à luz do dia, a Secretaria da Segurança Pública se esforça, mas não consegue explicar tamanha barbárie num estado outrora pacífico. Agora mesmo o governo anuncia, com foguetório, a chegada de 120 homens da Força Nacional como sendo a solução contra o terror imposto aos sergipanos pelos criminosos. Não é! Enquanto quem pensa a segurança pública insistir em correr atrás do prejuízo, prendendo ou matando bandidos depois da desgraça feita, Sergipe vai continuar chorando e enterrando os seus mortos. Que Deus nos livre de todo mal, amém!

Luto

O assassinato do engenheiro civil Nicanor Moura Neto, 67 anos, chocou Sergipe. Ex-coordenador da Defesa Civil Estadual, ele foi morto a tiros durante um assalto em frente à Creche de Almir do Picolé, zona norte de Aracaju. Sempre solidário, Nicanor foi doar livros para a criançada. Perdeu a vida enquanto fazia o bem. Lastimável!

Texto reproduzido do site: infonet.com.br/blogs/adibertodesouza
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Imagem postadada por MD, a fim de ilustrar o presente artigo.
Imagem reproduzida do site: nenoticias.com.br

domingo, 8 de janeiro de 2017

Mário Soares (1924 - 2017)


Mário Alberto Nobre Lopes Soares (1924 - 2017).

Mário Soares nasceu em Lisboa, a 7 de Dezembro de 1924. As ações políticas que encetou contra o Estado Novo desde os tempos de estudante da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tiveram como consequência ter sido preso 13 vezes pela PIDE (polícia política) e ainda ter sofrido, em 1968, uma deportação para São Tomé. Tendo concluído, em 1951, a licenciatura em Ciências Histórico-Filosóficas iniciou, na mesma Universidade, o Curso de Direito, tendo-o concluído em 1957. Como advogado, defendeu, em tribunais plenários, inúmeros opositores ao regime. Devido às constantes perseguições que a polícia política lhe fazia, viu-se obrigado, em 1971, a refugiar-se em Paris. Foi um dos fundadores, em 1973, do Partido Socialista, do qual foi o primeiro secretário-geral. Regressou a Lisboa em 1974, logo após o derrube do regime, tendo sido chamado a desempenhar as funções de Ministro dos Negócios Estrangeiros, no âmbito das quais desenvolveu negociações conducentes à independência das colónias portuguesas. Opôs-se à tentativa de um sector de militares sublevados que pretendiam conduzir progressivamente o país para um regime de extrema-esquerda.

Demitiu-se do cargo em Março de 1975, passando a ocupar um ministério sem pasta. Volvidos dois meses, demitiu-se, igualmente, deste cargo. Foi primeiro-ministro de 1976 a 1978 e de 1983 à 1985. Negociou, de 1977 a 1985, com pleno sucesso, a entrada de Portugal na Comunidade Europeia (atual União Europeia). Foi presidente da República dois mandatos sucessivos, de 1986 a 1996, tendo iniciado as chamadas presidências abertas, durante as quais percorreu muitas regiões do país, auscultando diretamente as aspirações e as reclamações populares, dando assim início a uma nova postura presidencial. Desempenhou, posteriormente, as funções de eurodeputado no Parlamento Europeu. Nos últimos anos da sua vida, dedicou-se à escrita, à coordenação da Fundação a que deu o seu nome e à intervenção em inúmeros congressos e debates. Faleceu a 7 de janeiro de 2017, com 92 anos de idade, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa.

Elementos biográficos elaborados por Jorge Francisco Martins de Freitas.

Texto reproduzido do site: leme.pt/biografias

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Cavalo comove família de vaqueiro morto ao 'se despedir' do dono



Publicado originalmente no site G1 PB, em 04/01/2017.

Cavalo comove família de vaqueiro morto ao 'se despedir' do dono na PB.

Levado para velório, cavalo reclinou a cabeça no caixão, em Cajazeiras.
Irmão do vaqueiro morto disse que vai cuidar e manter o cavalo na família.

Do G1 PB.

Um cavalo comoveu a família e os amigos do vaqueiro paraibano Wagner Figueiredo de Lima, que morreu em um acidente de moto na madrugada do último dia 1º deste mês. O animal foi levado para se despedir do dono e ao ser colocado próximo ao veículo onde estava o corpo, deitou a cabeça sobre o caixão, um momento que chamou a atenção de todos que foram ao velório de Wagner de Lima. O enterro do vaqueiro aconteceu na tarde desta terça-feira (3) na cidade de Cajazeiras, Sertão da Paraíba.

“Esse cavalo era tudo para ele [Wagner], era como se o cavalo soubesse o que estava acontecendo e quisesse se despedir. Durante todo o trajeto até o cemitério ele relinchava e batia com as patas no chão”, disse Wando de Lima, irmão de Wagner. Foi Wando quem teve a ideia de levar o cavalo para o enterro do irmão e organizou as homenagens junto com outros vaqueiros e amigos de Wagner.

Com a morte do irmão, Wando de Lima disse que vai assumir a responsabilidade de manter e cuidar do animal.

Segundo ele, o cavalo que já estava há oito anos com Wagner vai ficar "para sempre" com a família.

Wagner de Lima Figueiredo tinha 34 anos e além de vaqueiro era funcionário da Prefeitura de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba. Wagner morreu na madrugada do último dia 1º deste mês em um acidente de moto no estado do Rio Grande do Norte. Ele estava sozinho na motocicleta no momento do acidente e chegou a ser socorrido para um hospital da cidade de Mossoró, onde passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. 

Texto e imagens reproduzidos do site: g1.globo.com/pb

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Dom Paulo Evaristo Arns morre aos 95 anos em São Paulo



Publicado originalmente no site da Revista Veja, em 14/12/2016.

Dom Paulo Evaristo Arns morre aos 95 anos em São Paulo.

Arcebispo emérito de SP, símbolo de resistência à ditadura, estava internado desde o dia 28 de novembro com complicações pulmonares

Por Vagner Magalhães.

Dom Paulo morreu em São Paulo, vítima de complicações pulmonares (Fabio Braga/Folhapress)
O arcebispo emérito de São Paulo, cardeal dom Paulo Evaristo Arns, morreu aos 95 anos, nesta quarta-feira, na capital paulista. Ele estava internado desde o último dia 28 de novembro no Hospital Santa Catarina, tratando de complicações pulmonares decorrentes da idade, de acordo com um comunicado da Arquidiocese de São Paulo.

Filho de imigrantes alemães, dom Paulo nasceu em 1921 em Forquilhinha, na região de Criciúma, antiga colônia de imigrantes alemães em Santa Catarina. Após ser ordenado sacerdote em 1945, pertencia à ordem franciscana,  foi estudar na Universidade de Sorbonne, em Paris. Lá, estudou patrística (filosofia cristã) e línguas clássicas.

Dom Paulo ocupou o posto de arcebispo Metropolitano de São Paulo entre 1970 e 1998. Nesse período, notabilizou-se na luta pelos direitos humanos. Nos anos 70, quando a ditadura brasileira passou pelo período mais obscuro, não foram poucas as vezes em que ele se colocou contra o regime. Ganhou projeção na cena política em 1971, quando, já arcebispo, denunciou a tortura e morte de dois agentes da pastoral, o padre Giulio Vicini e a assistente social Yara Spadini. Respeitado por muitos e temido por alguns, dom Paulo tornou-se um símbolo de resistência. Denunciou as torturas nos quartéis, visitou presos em suas celas, liderou atos de protestos.

Símbolo da resistência

Em março de 1973, ele presidiu a “Celebração da Esperança”, em memória de Alexandre Vannucchi Leme, estudante universitário morto pela ditadura. Um ano depois, acompanhado por familiares de presos políticos, teve um encontro com Golbery do Couto e Silva, em que apresentou um dossiê sobre os casos de 22 desaparecidos. Nesse mesmo mês, ele havia sido nomeado cardeal pelo papa Paulo VI.

Um dos mais notórios atos de “desobediência ao regime” ocorreu em 1975, dias depois de o jornalista Vladimir Herzog aparecer morto em uma cela do DOI-CODI, em São Paulo. Oficialmente, o regime militar informou que Herzog teria se suicidado. Anos depois o governo reconheceu que Herzog foi vítima de tortura, causa real de sua morte. Após a morte do jornalista, dom Paulo comandou um ato ecumênico na praça da Sé, que reuniu cerca de 8.000 pessoas em memória de Herzog e causou grande apreensão ao regime.

Ao lado de dom Paulo estavam o rabino da Confederação Israelita Paulista, Henry Isaac Sobel, e o reverendo Jaime Nelson Wright, pastor presbiteriano. O ato foi considerado a maior manifestação pública de repúdio ao regime desde o início da ditadura.

Dois anos depois, quando cerca de 900 estudantes da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) foram retirados do campus da universidade pela Polícia Militar de São Paulo, dom Paulo retornou às pressas de Roma para se posicionar contrário ao que ele considerou uma arbitrariedade.

Atuação política e social

O religioso também teve participação efetiva no projeto Brasil Nunca Mais, que foi realizado clandestinamente de 1979 a 1985. O resultado foi um relatório sobre 707 processos do Superior Tribunal Militar, que expôs a repressão política no Brasil.

O trabalho ganhou popularidade com a publicação do livro Brasil Nunca Mais, em 1985. Ele também foi uma das vozes das Diretas Já, um ano antes, quando a Emenda Dante de Oliveira, que previa eleição direta para presidente da República, foi derrotada no Congresso Nacional.

Dentro da Igreja Católica, dom Paulo atuou na criação da Comissão Justiça e Paz de São Paulo e incentivou as pastorais Operária e da Moradia. Com o apoio da irmã, Zilda Arns, que morreu no Haiti, durante o terremoto de 2010, criou também a Pastoral da Infância. O velório terá início no final da tarde na Catedral da Sé.

Texto e imagem reproduzidos do site: veja.abril.com.br

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

‘Se me ama, me deixa ir em paz’, disse Gullar à esposa

Foto: Ale Silva/Folhapress.

Publicado originalmente no site da Revista Veja, em 4 dez 2016.

‘Se me ama, me deixa ir em paz’, disse Gullar à esposa.

Mulher do poeta, Claudia Ahinsa relatou que Gullar pediu para que não fosse entubado após ter complicações em decorrência de uma pneumonia.

Por Da redação.

O poeta Ferreira Gullar, ao sentir seu quadro de saúde se agravar por causa de uma pneumonia, pediu à mulher, a também poeta Claudia Ahinsa, para não sofrer intervenções que prolongassem sua agonia. A alternativa dos médicos era que ele fosse entubado.

“Se você me ama, não deixa fazerem nada comigo. Me deixe ir em paz. Eu quero ir em paz”, pediu àquela que era sua companheira havia 22 anos. “Foi uma decisão muito dura para nós, para a família e para mim. Mas era o que tinha de ser feito”, disse Claudia, muito emocionada.

Gullar sentiu-se mal na madrugada de 9 de novembro. Com intensa falta de ar, foi levado para o Hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro. Os médicos diagnosticaram pneumotórax, a entrada de ar na pleura, a fina camada que recobre os pulmões. O problema era um reflexo do seu tempo de fumante, ainda que estivesse livre do cigarro há mais de 30 anos.

O ar na pleura comprime o pulmão e o faz murchar. Nos 25 dias de internação, os médicos trataram a lesão na pleura. Instalaram um dreno, para a retirada do ar. E esperavam o pulmão expandir para liberá-lo. “Estava tudo dando certo. A pleura estava fechando, o pulmão estava expandindo. Eles tirariam o dreno nos próximos dias e ele já receberia alta”, conta Claudia.

A esposa diz que o marido tinha boa saúde. “No domingo, três dias antes da internação, tínhamos ido ao cinema, passeado. Não tinha nada no coração, indisposição para nada. Essas doenças são silenciosas”, afirmou.

O casal imaginava que a internação seria curta. Preferiu não alarmar os amigos. Com o passar das semanas, Claudia começou a contar a um e outro sobre a internação. Nas primeiras semanas, Gullar escreveu de próprio punho a crônica semanal publicada no jornal Folha de S. Paulo. Depois, com o agravamento do quadro, passou a ditar o texto para a mulher. “Ele era poesia pura. A poesia está aí. A obra vai ficar”, afirmou.

Gullar será velado na Biblioteca Nacional a partir das 17 horas deste domingo. Pela manhã, haverá um cortejo até a Academia Brasileira de Letras. O poeta será enterrado à tarde, no Mausoléu da ABL, no Cemitério São João Batista.

(Com Estadão Conteúdo).

Texto e imagem reproduzidos do site: veja.abril.com.br

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Garoto lamenta o acidente com o time da Chapecoense

Garoto lamenta o acidente com o time da Chapecoense,
em homenagem na Arena Condá
Foto: Nelson Almeida/Agência France Press


Publicado originalmente no Portal UOL, em 30/11/2016.

Jornais estrangeiros usam foto de garoto solitário como símbolo da tragédia.

Do UOL, em São Paulo

Alguns dos principais jornais europeus escolheram a foto de um garoto solitário chorando "a morte de seus heróis" para ilustrar as notícias sobre o acidente que vitimou a delegação da Chapecoense na Colômbia.

Pelo menos três dos grandes jornais do mundo usaram a foto de Nelson Almeida, da Agência France Press, em suas capas nesta quarta. A imagem foi feita no dia anterior na Arena Condá, quando centenas de torcedores catarinenses se reuniram para elaborar o próprio luto.

"Um minuto de silêncio", pediu o diário espanhol As sobre a imagem do torcedor solitário. "Como é que um clube ultrapassa a perda de uma equipe?", se perguntou o português Público.

Outros veículos mostraram imagens dos destroços da aeronave da Lamia que se chocou perto do aeroporto de Medellín, na Colômbia, matando 71 pessoas entre jogadores, dirigentes, membros da comissão técnica, convidados, jornalistas e tripulantes. "O sonho da Chapecoense morre na montanha", anunciou o espanhol El Pais. "O Brasil em luto", escreveu o L'Equipe, da França.

Texto e imagem reproduzidos do site: esporte.uol.com.br

terça-feira, 29 de novembro de 2016

E lá se foi o controverso Fidel Castro

Foto para ilustração de artigo, postada por MD.

Publicado originalmente pelo Portal Infonet, em 28/11/2016.  

E lá se foi o controverso Fidel Castro.
Por Ivan Valença/Infonet.

Um dos nomes mais importantes da política internacional no século XX, Fidel Castro deixou o mundo dos vivos n madrugada de sexta-feira aos 90 anos de idade. Foi o próprio irmão, Raul Castro, seu sucessor na presidência de Cuba – cargo que Fidel ocupou por 49 anos – quem fez o comunicado à Nação e ao Mundo da morte de Fidel, mas sem revelar a causa mortis. É bem verdade que Fidel já vinha doente nos últimos 15 anos, mas tantas vezes anunciou-se a sua morte que ele próprio brincava: “Ninguém vai creditar quando de fato eu morrer”. Não foi bem assim, o mundo recebeu a notícia com natural incredulidade. Fidel desafiou o mundo ocidental ao estabelecer uma ditadura comunista na pequena ilha, cuja distância do território americano não passava de 150km (Miami seria a cidade mais próxima). Verdadeiro ídolo para as esquerdas de todo o mundo, Fidel era adorado e odiado com a mesma intensidade – tanto que, ao anuncio de sua morte, os exilados cubanos nos Estados Unidos festejaram. No mundo inteiro, a repercussão da morte foi como se esperava: havia aqueles que davam declarações ressaltando a passagem pela presidência de Cuba, outros relembrando violências praticadas pelo seu governo, como o fuzilamento daqueles que se mostravam contra sua presença à frente do governo cubano. Um governo controverso: Fidel “fechou” o pequeno País a tal ponto que ainda hoje não há carros de modelos recentes pelas ruas cubanas. O comércio local se degringolou e até o turismo só foi retomado há poucos anos. De qualquer forma, não se pode esquecer que Fidel – homem de palavra fácil, capaz de ser orador de comícios por quase 6 horas – mudou a geografia política do mundo. Aliado ferrenho da União Soviética comunista, o seu país ruiu com o fim da URSS, mas Fidel recusou-se a se aproximar dos Estados Unidos. Cuba teve que se virar por conta própria. Ao Brasil, Fidel veio várias vezes, geralmente para posses de novos presidentes. O seu corpo seria cremado no domingo e a partir desta segunda-feira as suas cinzas percorreriam o país até chegar a Santiago de Cuba em cujo território nasceu há 90 anos atrás. O seu irmão, Raul Castro, deve continuar presidente de Cuba pelos próximos dois anos. A sucessão dos Castros no comando de Cuba promete ser emocionante. Quem será o homem indicado para levar Cuba a um porto seguro pelos anos afora?

Texto reproduzido do site: infonet.com.br/blogs/ivanvalenca

sábado, 26 de novembro de 2016

Fidel Castro, ex-presidente de Cuba, morre aos 90 anos




Político cubano (13/8/1927 - 25/11/2016). Filho de rico fazendeiro, nasce em Mayari, forma-se em direito e defende de graça camponeses, operários e prisioneiros políticos. Destaca-se em manifestações contra o ditador Fulgência Batista, que ficou no poder de 1952 a 1959 com o apoio dos americanos.

Em 1953, depois de liderar uma tentativa de golpe, é condenado a 15 anos de prisão. Anistiado em 1955, muda-se para o México, de onde chefia um grupo, no qual se inclui Ernesto Che Guevara que viaja a Cuba de balsa em 1956 para lutar contra o exército de Batista.
  
Após três anos de guerrilha, toma o poder em janeiro de 1959 e desde então governa o país. Organiza uma reforma agrária e expropria empresas nacionais e estrangeiras, caminhando para o socialismo e afastando-se dos Estados Unidos (EUA), que decretam bloqueio comercial ao território em 1960. Cuba passa a depender economicamente da União Soviética (URSS).
  
Saúde e educação são prioridades do governo de Fidel, mas não há liberdade política nem de imprensa. Com o colapso da URSS, que suspende a ajuda no início dos anos 90, Fidel começa a reformar a economia em crise.

Impõe racionamento de gêneros e permite a entrada de empresas de capital estrangeiro e o estabelecimento de negócios próprios. Além disso, amplia a liberdade religiosa. Em 1998 recebe o papa em Cuba. Casa-se em 1948 com Mirta Diaz Balart, com quem tem um filho. O casal se divorcia em 1954. Fidel tem mais oito filhos, com outras mulheres.

Fonte: sohistoria.com.br

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A carta de Alex para Obama

Alex se comoveu com a história de Omran. (Foto: White House/Reuters)

Publicado originalmente no site g1.globo.com, em 22/09/2016.

Garoto americano de 6 anos oferece acolher menino sírio em carta a Obama.

Atitude rendeu elogios do presidente dos EUA; mensagem viralizou na internet.

Da BBC

A carta de um menino americano de seis anos comunicando a Barack Obama a oferta de um lugar em sua família para uma criança refugiada síria viralizou.

Alex, de Nova York, escreveu para o presidente dos EUA depois de ver uma foto de Omran Daqneesh, retratado com rosto ensanguentado em um hospital de Aleppo em uma imagem que causou indignação e consternação ao redor do mundo.

No Facebook, Obama disse que a carta era de uma criança "que não aprendeu a ser cínica, desconfiada ou temerosa". O post do presidente, acompanhado por um vídeo em que Alex lê a carta, já foi compartilhado mais de 125 mil vezes.

"Caro presidente Obama, lembra-se do menino que foi socorrido por uma ambulância na Síria?", escreveu o menino.

"Você poderia buscá-lo e trazê-lo para a nossa casa... estaremos esperando por vocês com bandeiras, flores e balões. Daremos ao menino uma família e ele será nosso irmão."

Obama citou as palavras de Alex em uma reunião de cúpula da ONU sobre refugiados no início da semana, mas dias depois a Casa Branca gravou o menino lendo a carta com em voz alta.
"Todos deveríamos ser mais como Alex", escreveu o presidente. "Imaginem como o mundo seria se fôssemos assim (como o menino). Imaginem o sofrimento que poderíamos aliviar e quantas vidas poderíamos salvar."

A atitude do menino foi elogiada nas redes sociais. "Um menino de seis anos mostrou mais humanidade, amor e compreensão que muitos adultos. Parabéns aos pais", disse uma mulher do Texas no Facebook.

"Nenhum desses doces meninos, que são filhos de alguém, não são Skittles", disse outra usuária, fazendo referência à controversa declaração de Donald Trump Jr., filho do candidato republicano à Presidência dos EUA.

Em uma postagem nas redes sociais, Trump Jr. comparou refugiados sírios a uma tigela repleta de doces da marca Skittles e questionou: "se dissesse que apenas três deles poderiam te matar. Você pegaria um punhado deles?".

Obama pediu às nações desenvolvidas que participem mais dos esforços para ajudar refugiados da guerra civil na Síria.

Em agosto, os EUA anunciaram ter recebido 10 mil sírios este ano e que pretendem admitir 110 mil em 2017.

Texto e imagem reproduzidos do site: g1.globo.com/mundo

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

sábado, 13 de agosto de 2016

Brasil - Olimpíadas Rio 2016


Flavia Saraiva conquistou a torcida brasileira na Olimpíada do Rio e nem mesmo os atletas do Time Brasil conseguem resistir ao carisma da ginasta. Finalista na barra de equilíbrio, a pequena Flavinha posou para uma foto, nesta sexta-feira, ao lado do grandão Alison, do vôlei de praia, classificado para as oitavas de final ao lado do seu parceiro Bruno Schmidt.

Texto e imagem reproduzidos do site: extra.globo.com